sábado, 13 de julho de 2019

a aquela que inicia a dialética da concórdia, eis galata babalon, em intento de discórdia e em prostituição de vontades.

GALATA BABALON
£ a prostituta da confusão;
§ aquela que inicia a dialética da concórdia;
@ rege o romantismo feminista radical e a racionalidade da gnose biquadrática de afeto.
% em ℅ (caso do objeto) com o Campo Metafísico dos Sólidos Mentais.


Alimentação:
além de qualquer tetragramatom em tema ou sincronicidade de quatro dimensões relacionados às funções acima determinadas, pode-se acender a vela ao sigilo em nome de algum objeto (permanente ou impermanente) de relação feminino-absoluto ou feminino-não-transcendental. Os incensos devem ser escolhidos de acordo com a ciência elemental da direção no Tempo, em função do intento a que se deseja absorver enquanto Φ (ver. Thelema, Leis).

segunda-feira, 8 de julho de 2019

magia mental em sólidos



A magia mental em sólidos trata-se de uma técnica de visualização inspirada na obra de Da Vinci Salvator Mundi, onde a figura de Jesus Cristo segura um orbe de vidro nas mãos.


Pode ser realizada com qualquer sólido geométrico, utilizo o orbe como referência aqui pela razão supracitada. No ritual mágic(k)o, pode ser feito tanto para banimento quanto evocação e invocação.






PASSO-A-PASSO






1) Visualização do orbe em cor sólida.


Ex.: orbe azul.


2) Visualização do orbe com um orbe interno a ele, em cor auxiliar.


Ex.: orbe azul e intra-orbe amarelo.


3) Visualização do orbe como forma-pensamento.


Ex.: orbe azul e intra-orbe amarelo simbolizam o conceito de amor.


4) Visualização do orbe como uma ação internalizada.


Ex.: orbe azul e intra-orbe amarelo simbolizam o conceito de amor através da ação de oferecer de uma flor que está conjurada no orbe.




5) Visualização do orbe como uma ação que possui figura e fundo.


Ex.: orbe azul e intra-orbe amarelo simbolizam o conceito de amor através da ação de oferecer de uma flor que está conjurada no orbe, onde se vê a mão (figura), a flor (figura) e um gramado verde (verde).


6) Visualização do orbe com sigilo unicursal de pulso óptico.


Ex.: orbe azul e intra-orbe amarelo simbolizam o conceito de amor através da ação de oferecer de uma flor que está conjurada no orbe, onde se vê a mão (figura), a flor (figura) e um gramado verde (verde), enquanto um pulso luminoso vermelho desenha um coração acima da imagem.


7) Visualização do orbe com imagem-sistema.


Ex.: orbe azul e intra-orbe amarelo simbolizam o conceito de amor através da ação de oferecer de uma flor que está conjurada no orbe, onde se vê a mão (figura), a flor (figura) e um gramado verde (verde), enquanto um pulso luminoso vermelho desenha um coração acima da imagem, que interage com ela irradiando luz púrpura.










8) Visualização do orbe com extensão de movimento singular.


Ex.: orbe azul e intra-orbe amarelo simbolizam o conceito de amor através da ação de oferecer de uma flor que está conjurada no orbe, onde se vê a mão (figura), a flor (figura) e um gramado verde (verde), enquanto um pulso luminoso vermelho desenha um coração acima da imagem, que interage com ela irradiando luz púrpura. A casca do orbe se fissura, rachando da base ao topo.


9) Visualização do orbe com singularidade cênica associada.


Ex.: orbe azul e intra-orbe amarelo simbolizam o conceito de amor através da ação de oferecer de uma flor que está conjurada no orbe, onde se vê a mão (figura), a flor (figura) e um gramado verde (verde), enquanto um pulso luminoso vermelho desenha um coração acima da imagem, que interage com ela irradiando luz púrpura. A casca do orbe se fissura, rachando da base ao topo. Dentro do orbe, o gramado, a mão e a flor fazem parte de uma cena num parque, onde pássaros cantam e pessoas brincam de empinar pipas.


10) Visualização do orbe com movimento contátil.


Ex.: orbe azul e intra-orbe amarelo simbolizam o conceito de amor através da ação de oferecer de uma flor que está conjurada no orbe, onde se vê a mão (figura), a flor (figura) e um gramado verde (verde), enquanto um pulso luminoso vermelho desenha um coração acima da imagem, que interage com ela irradiando luz púrpura. A casca do orbe se fissura, rachando da base ao topo. Dentro do orbe, o gramado, a mão e a flor fazem parte de uma cena num parque, onde pássaros cantam e pessoas brincam de empinar pipas. O orbe toca um cubo vermelho-sólido.










Minha experiência com os sólidos mentais:


Além de ser um poderoso exercício de visualização e construção de figuras, a magia com sólidos é de fácil transcendência, pois me senti isolada da sua forma-pensamento pela sensação de estar tocando o vidro gelado, vendo o vidro e os acontecimentos dentro dele, e não num plano aberto da minha consciência. O esquecimento se torna mais automático, também, pois haviam tantos níveis de construção, que bastando visualizar outro sólido (mesmo um outro orbe), eu já não conseguia recuperar a projeção astral da minha vontade na construção da figura, ela se perdeu em meio ao exercício labirintesco. Precisei reler minhas próprias instruções diversas vezes para continuar a projeção mental e ter certeza de que tudo estava saindo conforme o planejado, mas como a figura sólida é estável, ela não se desfazia da minha mente durante o ritual, mesmo que eu me distraísse por um segundo ou dois. O fato de somar a uma outra figura sólida reforça a transcendência, pois a visualização primária sai completamente de foco, enquanto o contato entre as figuras gera estado de gnose, o que permite a associação de vários servos num mesmo encantamento.

quinta-feira, 20 de junho de 2019

cartas aos executores da última estação do tempo

I
[xxxx]
eis um sigilo do teu nome. diga-me: agradeço?
: a briga tinha solução;
: havia legalidade de demanda;
: fui vítima-algoz;
: vi a singularidade do horizonte;
: e olhei por debaixo do véu por quase um segundo.

portanto, que nunca mais me apareça com teus olhares celestes de dracma, dizer-me a direção da sorte, pois toda moeda que acho perdida desaparece no momento em que a guardo, e toda vez que deixo-a para o próximo trouxa, sinto-me mais pobre, mais rico e sorrio sem dente nenhum pra vida.

II
[xxxx]
a nova roma avança. ainda se vive o dogma da ordem, e o povo luta contra a terra outonal. o afago do avarento ainda é o capital dos ricos, e todos exibem suas coroas, frustrados com a beleza da superação de ti.

III
[xxxx]
pois,
: que se não fosse por ti, a rotina seria certamente mais gótica e as aventuras seriam maçantes;
: já não se analisam os fatos de maneira integral e desapaixonada;
: desrespeita-se neste lugar qualquer ensaio de progresso;
: concebem pouco, raciocinam mal e julgam-se sempre certos;
: é que se toma tudo por ofensa, perdeu-se o senso de diálogo.


IIII
[xxxx]
"para si!",
: eu não sou isso;
: isto não está, pois não se forma sentimento em mim a este respeito;
: existe a coisa e o objeto, e esta é a bolha histórica do "para mim!" em teu valor;

de todo o resto, eu discordo do mundo contigo.

um ritual II

plano quadriculado em gota sólida integral, torres de força e benevolência sustentam o templo astral. 

a voz gótica ecoa de todas as direções, como um pássaro de fogo ou querubim. a música do coração ressoa alto e o corpo está fora de qualquer frequência exotérica. o círculo mágico me protege de precisar unir-me à sua essência vital, enquanto as conjurações e o enquadramento da sua alma reluzente em uma pirâmide protege minha razão.

"encerra-te neste limite, ó servo do meu segredo, e assume tua forma humana, ou queimo teu selo e exorcizo-te." 

asperjo água de purificação, e um riso ecoa ao meu redor, um riso infantil descontrolado. a voz de riso transmuta-se em brasa dourada como as asas do pássaro. ponho o selo num vaso de barro e repito a ordem. uma chama azul sai de dentro do vaso, e imediatamente o pássaro se aquieta dentro da pirâmide, que se descortina à dimensão geométrica modal assumindo a forma da minha filha.

estou tonta de girarmos em roda cantando.
caímos as duas na cama do quarto, cansadas e ainda com uma questão de ordem a cumprir:

- hora de tomar nanho e então, dormir.
- sim, mamãe.

demônio sob domínio. 
mais um ritual bem sucedido. 

senda do fruto no éden

dogma é uma arte em vão
não pode suplantar o irmão
não se impõe ciência ao coração

quando o lacrau vencer a águia
então veremos a arte da revolução do cisma
vencer o dogma cristão

é a lenda do escorpião-serpente
lacrau-tigre e dragão
sementes no coração do irmão

discorde da verdade, então
se a senda do teu coração é amar
o cisma e o dogma no irmão

por água, purificação,
por fogo, calcinação
trancender: parágrafe de salvação.

evocações de singularidade poética

I
há tanta poesia em seu corpo, moça, que nem caibo em mim:
sou todo pedra de rio

II
você corre por sobre mim, e faz que não me sente, mas eu te sinto. corrente fria, às vezes morna como um redemoinho prestes a se formar, não sei mais se em ti ou em mim...

III
a sensação de flutuação invade meu corpo, como quando criança no oceano, e estou imersa em um mar rosado: abro os olhos e há sobre mim um céu lilás...

IIII
o amor, se é um conceito ideal, não pode jamais ser algo fácil de conquistar ou vivenciar.
é estupidez emocional se afastar dessa realidade.

V
nas cheias e vagas da maré, você também é como boia salva-vidas;

VI
amor: lei que se expressa na atuação sobre a realidade através de
: olhar de gentileza
: palavra de gentileza
: gesto de gentileza

VII
paz: conceito relativo que implica jamais sair do conflito interior, e ainda assim, expressar autêntica amabilidade para com os objetos da natureza;

VIII
constância:
: devolver com boa soma o que não recebia
: ser injuriado e morto com mansidão
: ser amado em retorno de tudo perder

VIIII
e antes, num tempo que se chamava terra e o planeta era outonal...
sob o céu verde, uma flor carmesim brotou
e do mar rubi, fervilham bençãos de virtudes e vícios

X
o sol é a mãe
que gera o pai
que abriga em si a singularidade do filho
que um dia também será mãe 

sábado, 8 de junho de 2019

eu, fauno de estimação III

 ou

o dracma discordianista

ou

ensaio gnóstico sobre o pilar da pedagogia e a função biquadrática do afeto de singularidade solar.

ou

a criança como arauto da revelação sensível-matemática e sua voz como influência exponencial-racionalista-sino-restringente da singularidade egóica.


ou

o construtivismo gnóstico-sensorial de oposição sistemática.

ou

como dar tudo a quem não quer nada.

...

o demiurgo é títere e suas unhas são longas como o alcance do dracma, e sua regência é de uma autoridade boba e icônica, com singularidade ideogramática. ele dança com a gnose afetiva e faz caretas para
o conhecimento [de] mundo. sua personalidade tem cardinalidade carismática, fixidez sapiente e noção de erro mutável, não-individual e de transcendência absoluta.

o ódio predatório à formas evoluídas de contato psicodinâmico, singulares pela intradimensionalidade local, temporal e fenomênica são o efeito e a causa da escalada do humor na recepção gnóstica por assimetria escalenar de limite interno na revelação matemática. as palavras são como a dinâmica cardíaco-neural e a cisma de oposição entre a antropomorfia singular e a singularidade matemática.

o dogma gestual é um orbe de limitação gnóstico-carismática [a personalidade enquanto movimento, intenção mimética e ponto de contato corpóreo], onde a agressividade constrange: esta é a parábola da outra face e o dracma discordianista.

o autocentramento apaixonado é um riso tóxico para a muldimensionalidade fa(c]tual, pois a  integridade real não se volta apenas para o próprio plano, e a inteligência infantil é a sua arautesa, que restringe sua luz a si mesma em função do seu objeto de conexão com o Alter (por sua aparência extática) e retorna proativamente por onde nunca saiu; o Alter é apenas figura de identificação, pois que o contexto da singularidade também o transcende. que sua semente frutifique como a sobreposição dos dois processos [por dracma, de ti], pois que seu esplendor é esforço da inteligência gnóstica, e não de uma academia e(x,s]otérica cuja arte serve de consolo cultural contra o cisma e contra o dracma tetragramático, até que se torne obsoleta a primeira invenção técnica-científica da humanidade.

eis a arautesa do caos: com saúde, ela goza da consciência sobre a fatalidade interna das coisas, e através de uma fissura, ela apresenta, atravessa e remonta a noção de restrição, dogma e pecado, enquanto seu coração, em refluxo, clama pela vontade unicursal de liberdade.

a geração e(s,x]pontânea de conhecimento nas crianças humanas é observada a firmes olhos, estáveis e curiosos como uma egrégora mística e com o afeto gnóstico que é fruto do instinto emocional de amor ao próximo como uma projeção mental de si mesmo.

a voz mental gnóstica é um talismã auditivo da lógica, sublimável enquanto sombra e máscara do ego consciente-racionalista.

na percepção de troca (de ti, por dracma), a singularidade tetragramática está mergulhada na ira técnica-artística, e é musa da guerra contra a individuação progressista-semiótica-ascendente-material. o rei está morto, e o papa confessa o seu goticismo exotérico como ato de parágrafe sublimável à transcendência (em ato, humor e meta] do caos em detrimento da ordem, que recua perante o seu arauto.

o veneno contra a guerra, a morte e a doença e o elixir contra o arrependimento integral é, e está na origem do amor materno: a empatia e(s,x]tática à figura do filho inascido e o desrespeito tóxico às transgressões de contato na revelação sexual-absoluta agem como um módulo de segurança no fluxo natural duma sociedade de obsolescência ideológica-comum. o sistema técnico não é o comunismo capital, mas um protesto contra o avanço tirânico dos signos  tetragramáticos da paz sincrônico-radioativa enquanto senhora de si, trickster e onírica: a utopia. 

o enraizamento do instinto cardíaco-coronário, posto em evidência gnóstica gera paixão por controle do ego visual-comunicativo-plano-consciencial, enquanto dimensão (e do espírito experto-imaginativo-existencial enquanto cardinalidade]que inicia a sobreposição simbólica intradimensionalmente e no ônus vital ascendente de contato. a projeção astral e(s, x]otérica é a última noção de afeto da linguagem a se fertilizar, e a primeira a ser abduzida: cai por água, parágrafe de purificação.

a individualidade é um despertar da consciência emocional que rompe o elo alienatório da condição de animal-racionalista-vazio da tábula rasa; a espiritualidade, ascendente por cardinalidade conectiva/lunar revelará ao mundo a nova dança do fogo, a gravitação sinódica e a técnica  racionalista-transmutacional do homem das cavernas, bem como o retorno de um messias: o EU (não] SOU.

morre o goticismo exotérico,
nasce o gnosticismo sideral.
morre a mística transcendental sólida,
permanece o pulso panspérmico-solar. 

sexta-feira, 7 de junho de 2019

um ritual

traçados quadrado e cubo, que se entrelaçam um ao outro.

à frente, a mesa retangular de pedra, com base em forma-tau.

por cima, uma adaga cerimonial: o punho em metal, a lâmina em madeira-cega, e encrustada à ponta mágica, uma esmeralda. estão dispostos, também, um punhado de sal-com-ervas, o fio rígido de ariadne, velas incolores sem pavio e uma porção de água-livre-de-taça. mesmo sem continente, o líquido mantém-se à forma de um cálice reminiscente. ao canto se empilham o orbe, o cubo, a pirâmide, o homúnculo e a cornucópia, sólidos mentais cabíveis numa boca sem dentes.

à direita, o receptáculo do grimório, erguido em inclinação de quarenta e cinco graus. há uma chama vestal flutuando, multicolorida. sobre o receptáculo, uma peça de couro curtido e ao avesso. era um animal guia, mas virou presa de um ser maior.

atrás, uma pedra grande o suficiente para recostar sem flexionar os joelhos. é um divã.

à esquerda, um quadro em plano perpendicular e um rico relicário pendurado na moldura. onde se pode ir através da pintura? em saída, não se pode esquecer da joia, necessária como portal de retorno. 

com a linha de ariadne, são carregadas as velas sem pavio, que se derretem na vesta multicor e pinga sigilos sobre o couro. conjurações admitidas. mas eis que algo muda, no momento em que caía o selo cerado no livro.

um espírito se forma: eis a velha verdegosa, cuja os cabelos não crescem mais. a figura na nuca é sua única coroa, pobres que foram as aventuras vividas. a língua é tão mole quanto úmida, e as íris emanam estrelas. a lambida na linha de ariadne é o feitiço de quem já não tem voz. as narinas fissuradas até o osso teletransportam odores de sangue e fezes do cavalo que está fora do aposento sem portas ou janelas. banida e alimentada dos sólidos mentais, se esvai em fumaça doce-amarga.

esconjura a lã de ariadne, que derrama óleo sobre a adaga, e o esparge sobre as runas invertidas. a linha carrega também o sal-com ervas, e põe-no sobre a unção do juramento. aqui não há magia: é a mão, que após estrangular a água-livre-de-taça, exorcismará o espírito invocado ao diário de sombras, até que se ele torne casto novamente.

um dracma ficou perdido em algum lugar do templo, mas não há quem sinta o totem de volta ao espaço-tempo.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

lei dos quatro

a lei dos iiii

... fogo é imaginação:não se conjura a imaginação do corpo; o corpo é instinto e instinto rege medo de--
... água é sentimento: não se esconjura uma paixão vã; as paixões vãs sentem a acídia, o mau olhar, o prazer sempre ascendente, o orgulho de pedra, a ira distrativa, o fermento da gula e a fraude da avareza que--
... ar é pensamento: não se racionaliza a causa expoente, não se expõe o efeito radical; sistematize, situe, erre e ensaie um novo--
...terra é corpo: geométricx, sólidx, [contátil], pulsional, desimpetuosx; não se vive mais em si que no outro, ou vive-se--

epifania de gaia

o mar é plano
e a terra, irregular
pequeninas nuvens cobrem-me, integrais
e nada na face do planeta permite
que eu esqueça, telúrica que sou
os caminhos que me trazem
de volta para mim!

memória de vida passada em signisciência