Nada grave. Apenas
errei o primeiro passo. Fui gentil,
deixei que a voz de Tainã passasse por mim sem lhe causar danos. Erro crasso pra quem pensasse em relacionamento. Mas
é que eu não pensava.
Mas fica assim,
então. Acerto o pulso dela, no meu, e eles ficam livres de mim. Afinal, ela
usava a mim como parabólica invertida para ele, e vice versa. E foi assim que
conseguiu o final pra um relacionamento lindo e balanceado. Sua presença
desregrava a tudo. Ela sorria, ele
ofendia a mim. Como viver neste balanço. Aposto, a sério, que uma vez ou outra
ele percebeu. E me pedia desculpas por sertão grosso às vezes. Não quero
esperar o que ela chama terceira chance. Ela, Tainã, usou a mim para ser
magnetizada contra os intentos dele, e nunca permitiu harmonia. Achava-se dona
do direito de invadir a qualquer hora o meu foro. A ele, toda tentação era
pouca. Affair. Ficam então, livres.
Morrer por amor
é fácil. Difícil é conviver com as responsabilidades de ter destruído uma vida
que amava.